Por que os índios deixavam o cabelo comprido?

A história do artigo de hoje começa nos tempos da Guerra do Vietnã, chamada também de Segunda Guerra da Indochina ou Guerra contra os Estados Unidos, para os vietnamitas (1955 – 1975).

Ou, melhor dizendo, a história começa com um psicólogo licenciado que trabalhou durante muitos anos em um hospital e cujos pacientes eram veteranos dessa guerra com desordens de estresse pós-traumático. Depois de um duro trabalho com esses pacientes, o próprio doutor começou a deixar acrescer a barba e o cabelo. Muitos de seus amigos de trabalho seguiram seu exemplo. Por quê? A resposta se encontrava em estudos, que vamos te mostrar agora mesmo.

Segundo esses documentos, durante a Guerra do Vietnã, os Estados Unidos enviaram das Reservas Indígenas da América guerreiros talentosos que ajudariam durante o transcorrer da batalha. Precisavam de homens jovens, acostumados com os bosques e as selvas daqueles terrenos.

Para quem se lembra das aulas de História, a Guerra do Vietnã foi muito dura e muito cruel, principalmente devido a um terreno muito difícil para lutar: era todo de selvas espessas, impossíveis de penetrar e conhecer. Era muito fácil se perder ou morrer por razões muito diferentes, incluindo armadilhas, fauna e fora selvagens ou o que mais marcou a passagem daquele tempo, ataques de napalm. Nessas condições tão difíceis, o exército americano precisava de homens com capacidades quase sobrenaturais, especialistas em rastreamento e sobrevivência. Conseguiram envolve-los no exército à base de chantagem e fraudes.

O mais incrível era que quando abandonavam suas reservas, os índios perdiam suas capacidades, independentemente do talento que possuíam. Frequentemente, sem importar para o que eram enviados, assim que abandonavam seus lugares, deixavam de ser úteis.

Os militares chegaram a pensar que faziam de propósito, porém o governo mandou fazer testes decisivos para descobrir o porquê de tal comportamento. Em primeiro lugar, perguntaram aos índios diretamente por que perdiam suas habilidades. A resposta os deixou atônitos.

As respostas dos índios eram idênticas em todos os casos. Os anciãos respondiam: devido ao corte de cabelo que faziam para serem militares, perdiam a capacidade de “sentir” o inimigo. Não podiam usar seu “sexto sentido” e nem a sua “intuição”.

Seus sentidos não eram mais confiáveis e não podiam ser sutis na guerra, muito menos usar suas capacidades extra-sensoriais. O que significa isso? Mais ou menos, que o cabelo comprido é um prolongamento do sistema nervoso, que serve para sentir muito mais do que o que os cinco sentidos que conhecemos nos permitem sentir. Será que isso seria sequer possível?

O governo tinha que saber e começou a fazer experiências.

Um instituto americano fez experimentos nos quais selecionava homens com o cabelo comprido e os avaliava em múltiplas tarefas de rastreamento.

Em seguida, se comparava dois homens que haviam tido resultados semelhantes nos testes, mas um continuaria tendo o cabelo comprido enquanto o outro usaria um corte militar. Repetidas vezes o que tinha o cabelo comprido mantinha seus resultados, enquanto que o outro deixava de ter bons resultados. Quer um exemplo clássico desse fenômeno?

Isso foi observado em várias ocasiões: o índio está dormindo no meio de um bosque. Um inimigo armado vai em sua direção, então o homem de cabelo comprido desperta de seu sono e foge para longe antes que o inimigo se aproxime, porque tem um forte sentido de perigo.

Ele se afasta antes que possa ver ou escutar seu inimigo. Ou, de maneira parecida, o homem “sabe” que o inimigo vai ataca-lo fisicamente. Ele segue seu sexto sentido e espera, agarra seu inimigo e o mata antes que ele possa estrangulá-lo. Em nenhuma ocasião o índio com o cabelo comprido se engana, e sempre sai ileso.

Parece mágica? Talvez. Talvez você nunca tenha ouvido falar de algo assim, porém tudo isso tem base científica e não tem nada a ver com o que alguém acredita ou não. Os corpos dos mamíferos se desenvolveram durante muitos anos e as capacidades de sobrevivência deles são simplesmente incríveis.

Cada parte do corpo tem sua função e todas elas realizam um trabalho muito sutil para a sobrevivência e o bem-estar do organismo. Acontece que o cabelo é exatamente um prolongamento do sistema nervoso. Se você quiser, pode também chamá-lo pelo nome de “nervos exteriorizados” ou “fios sensitivos” ou até “antenas”, se for mais fácil.

O cabelo transmite uma enorme quantidade de informação ao cérebro e ao sistema límbico.

No mundo contemporâneo, vemos uma certa tendência que quer tratar o mundo da loucura em que se encontra. Na melhor das hipóteses, é só uma “hipótese”, as suposições básicas que temos sobre o mundo são incorretas desde o princípio.

Pior ainda, no melhor caso, tudo o que compõe o mundo civilizado está muito longe do que o mundo realmente é, no melhor dos casos, tudo é uma ilusão. São só sugestões baseadas no que este artigo transmite. A opinião final sempre é uma questão sua.

Porém, a solução para esse mundo na verdade pode estar escondida em um lugar bem peculiar: na imagem que você vê todos os dias quando olha no espelho. No fim, a história bíblica de Sansão, que perdeu toda sua força e virtude quando sua mulher cortou seu cabelo, é mais certa e menos metafórica do que todos nós pensamos…

Fonte: Para Os Curiosos

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